OPINIÃO DO LEITOR
23/01/2012
Novo mundo: a economia e a bioética
“A aproximação da ciência não é vista de forma clara, nem mesmo entre estudiosos espalhados pelo mundo, ressalto a importância e mérito de muitas pesquisas e parabenizo ao trabalho árduo de tantos estudiosos pelo planeta, porém, observo com prudência a atitude de alguns cientistas que se preocupam apenas com o dinheiro em detrimento do conhecimento tão necessário para o desenvolvimento intelectual de nossa sociedade. O progresso é a construção de valores éticos como exemplo: a ética do meio ambiente, ética das tecnologias, bioética (que surgiu nos anos 70), ética das ciências, a neuroética (uma disciplina em construção), entre outras.
As fronteiras da vida e da morte, a mudança genética de alimentos, terapia gênica, células troncos, tecnologias reprodutivas, clonagem de seres, tudo isto e muito mais, mostram a complexidade da incerteza de nosso futuro.
O progresso não pode ser construído com interesses individuais, mas sim coletivos, como propõem a bioética, em um mundo que passa por mudanças políticas, demográficas, culturais, epidemiológicas, econômicas e intelectuais.
O desenvolvimento econômico auxiliou de forma positiva a propagação do conhecimento, no processo de globalização da ciência, tornando disponível a informação em várias regiões do globo, porém, existem fatos em que prevalece o consumo ao da razão e isto tornou um círculo vicioso perigoso ao planeta; os interesses individuais, contrários aos direitos coletivos que podem provocar tensões planetárias em virtude das consequências dos problemas sociais e ambientais da atualidade.
As decisões prudentes devem contemplar a decisão individual com respeito ao coletivo, respeitando os princípios da solidariedade, da justiça, da equidade, nas reflexões da bioética. Várias doenças são negligenciadas, pelo resultado financeiro pouco atraente, colocando milhares de vidas a mercê da própria sorte, como é o caso da dengue, da febre amarela, malária e tantas outras pelo mundo. Estas doenças não estão na prioridade das pesquisas científicas. Os recursos existentes e as equipes orientadas exclusivamente para estas doenças básicas, não são o suficiente para a demanda crescente e repetida, da evolução destas patologias. Este é um exemplo prático na interface de tensão entre a saúde e a sociedade, apesar de grandes avanços na diminuição da incidência de doenças infectocontagiosas e das imunopreveníveis.
(...) O respeito para com os outros seres vivos deve ser interdependente com os humanos, bem como a responsabilidade de respeito à diversidade ética e ao multiculturalismo e compete à economia buscar consensos dialógicos e participativos como instrumento de crescimento da bioética econômica”.
Wellinton dos Santos - economista e palestrante
Definição de candidato
“Meus parabéns, assim o povo deseja! Que seja o candidato a Prefeito de Taquaritinga. Abraço do amigo que viajaremos juntos no próximo ano”. Sobre a definição do médico Fúlvio Zuppani como candidato do PT a prefeito da cidade.
Dejalma Zacarin – Cândido Rodrigues
Email: advocacia.zacarin@itelefonica.com.br
Não faça do seu carro uma arma
“Fugindo de supostos perseguidores, o motorista abandonou seu veículo e roubou outros quatro carros, à mão armada, disparando cerca de 30 tiros e ferindo algumas de suas vítimas. Depois, passou 12 horas dentro de uma tubulação de esgoto e entregou-se à polícia de São Paulo. Em Brasília, um policial matou o passageiro do veículo que bateu na traseira do seu carro. Diariamente, nas ruas e estradas de todo o país, trava-se a estúpida guerra do trânsito. Os veículos, projetados e construídos para promover a vida e o bem-estar do ser humano é por ele transformado em arma e acaba como agente indutor da morte.
A posse irresponsável ou criminosa de veículo automotor é um dos mais graves problemas vividos pela sociedade brasileira. Tão ou mais letal que o problema das drogas, pois não depende de traficantes nem de usuários, envolvendo a totalidade da população. (...) A necessidade do veículo como meio de transporte e o direito da população a esse bem são inegáveis. Mas a sociedade brasileira precisa, urgentemente, encontrar a fórmula da posse responsável. Tem de, a qualquer custo, recuperar o respeito, a urbanidade e a cortesia entre as pessoas, principalmente quando elas conduzem veículos que, mal utilizados, podem causar a morte própria ou de terceiros. Viver é o mais importante e a máquina tem de ajudar a preserva a vida, jamais promover a morte...”
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves
aspomilpm@terra.com.br
Créditos: Tribuna
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